Com um ano para os Jogos de 2016, Daniel Dias afirma: 'É uma data especial para mim'
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da luck: Talvez não exista melhor atleta para representar o movimento paralímpico brasileiro do que o nadador Daniel Dias. Afinal, após duas participações em Paralimpíadas, ele tem no currículo 15 medalhas (dez ouros, quatro pratas e um bronze), um recorde no país. E nesta segunda-feira, na data comemorativa de um ano para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, o atleta tem um outro motivo para comemorar:
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– Me lembro que em 2009, quando o Brasil ganhou o direito de sediar os Jogos, a gente pensava que faltava um bom tempo. Passou rapidamente. Agora, falta um ano, ainda mais no dia 7 de setembro, que é uma data especial para mim. Fui para a minha primeira Paralimpíada em Pequim-2008 e ganhei minha primeira medalha (nos 100m livres S5). Então, tenho boas recordações desse dia – disse o brasileiro em entrevista ao LANCE!Net.
Daniel Dias não cansa de conquistar medalhas nas competições (Foto: Divulgação)
No dia da Independência do Brasil, Dias é um bom exemplo da mudança da imagem dos competidores paralímpicos. De “pobres coitadinhos”, já começam a ser vistos como atletas normais, com a diferença, obviamente, de terem suas limitações.
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– 11 anos atrás, quando comecei a competir, a questão de coitadinho era muito mais forte, as pessoas falavam que a gente estava se superando. Mas todos os atletas precisam se superar, sendo no esporte convencional ou não. Tem de se superar para representar bem o país. É as pessoas olharem e verem que existem também grandes atletas. Não é porque tem deficiência que é um coitadinho – declarou o nadador.
Aos 27 anos e com má formação congênita dos braços e da perna direita, Dias vai disputar sua terceira Paralimpíada. Mas as conquistas não são sua única ligação com os Jogos. Afinal, foi vendo Clodoaldo Silva na piscina em Atenas-2004 que ele passou a se interessar pelo esporte.
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Agora, dentro de casa e com o apoio da torcida, o atleta quer manter o que mais sabe: bater recordes, vencer as provas e subir ao pódio:
– Todas as medalhas são importantes, mas conquistar um ouro em casa… Não vou saber explicar.
CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM DANIEL DIAS:
Você conquistou oito medalhas de ouro no Parapan de Toronto (CAN) no último mês. Como analisa o momento de sua carreira?
Daniel Dias: Fiquei extremamente feliz com o resultado no Parapan, como tinha ficado no Mundial (com sete ouros e uma prata). A gente está em um momento bom, e o Brasil também na natação paralímpica. Acredito que vamos chegar bem no próximo ano.
Você se interessou pelo esporte em 2004. Imaginava ter tanto sucesso 11 anos depois?
DD: Não imaginava isso tão rapidamente. Acredito que Deus me deu esse dom. Treino muito, batalho muito. As coisas acontecem no seu tempo. Espero ser um bom exemplo, representando bem o Brasil para inspirar as pessoas que possuem alguma deficiência.
Falta um ano para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Qual a expectativa para a competição?
DD: A expectativa é das melhores. Poder representar o país em uma Paralimpíada é incrível. Vai ser minha terceira, mas é a primeira em casa. Então, é algo emocionante. Acredito que para o atleta que conseguir estar lá, vai ser marcante e inesquecível.
Já imaginou como vai ser competir com as arquibancadas lotadas e com o público torcendo?
DD: A gente imagina, sonha. Vai ser algo incrível ter o complexo aquático lotado com a torcida, não só para mim, mas para todos os atletas brasileiros. É difícil o público ir nas competições aqui. Vai ser o grande momento do esporte paralímpico brasileiro.
Você já tem sido reconhecido pelas pessoas na rua?
DD: As pessoas já me conhecem, a gente tem sentido que elas têm acompanhado mais. Ficamos felizes, é gratificante ter o carinho do público, é espetacular. As pessoas me reconhecem, dão os parabéns, pedem para tirar algumas fotos.
Já teve alguma situação em que ficou envergonhado?
DD: Envergonhado, não. Mas várias pessoas já se se emocionaram, ficaram sem palavras. A gente fica sem graça até. Não temos ideia da grandiosidade do que estamos fazendo. É algo que não esperava.
Já se imaginou sendo ídolo de uma nova geração de atletas?
DD: Confesso que quando comecei, sonhava em representar o país, mas não esperava ser tão rapidamente, como vem acontecendo. Fico honrado em representar o país. Não gosto muito da palavra ídolo. Tenho grandes exemplos que sigo e fico feliz em ser um. Estamos carentes de bons exemplos e espero ser um bom para essa geração, mas não somente das pessoas com deficiência.
O que lembra da conquista em 2008, da sua primeira medalha?
DD: É uma sensação indescritível.